O surf
nasceu na Polinésia e tinha raízes religiosas,
culturais e sociais muito fortes para os povos que
ali viviam. Quando o Capitão James Cook, navegador
inglês, chegou ao Hawaii em 1778, ficou espantado
com a habilidade dos nativos que deslizavam sobre
as ondas com pedaços de madeira.
No século
IXX, o surf foi proibido por missionários cristãos
que consideravam esta atividade pagã. Até
o início do século XX o esporte permaneceu
em baixa. Foi quando surgiu o "pai do surf "
Duke Paoa Kahanamoku.
Até então, o
mundo não tinha idéia do que era o Hawaii
e muito menos, o surf, entretanto, Duke Kahanamoku
utilizou sua fama para divulgar o esporte para o mundo.
Ele se tornou conhecido após ser campeão
olímpico e recordista mundial de natação
em 1912, em Estocolmo; mas ainda hoje, ele é
lembrado por ter sido o ator que representava Tarzan,
o Rei da selva.
Duke fez
o mundo saber que ele era um surfista da praia de
Waikiki, situada no arquipélago havaiano e
que o surf era o ato de cavalgar nas ondas do mar.
Ele sabiamente tirava proveito de sua fama, objetivando
beneficiar as coisas que amava: o solo havaiano, seu
povo e o surf. Ele morreu em 1986, aos 94 anos, mas
até hoje todos os surfistas lembram daquele
que foi e sempre será lembrado
como o pai do surf moderno.
Durante a
II Guerra Mundial, no início dos anos 40, um
jovem californiano, chamado Robert Simmons, inventou
a prancha de fibra de vidro, revolucionando o surf.
Na década
de 60, na Califórnia, houve uma explosão
no número de praticantes, chegando a 350.000
surfistas, popularizando definitivamente o esporte,
pois com as novas tecnologias as pranchas diminuíram
de peso e tamanho, apesar de ainda medirem 3m de comprimento
e pesarem15 Kg.
O crescimento
do surf competitivo aconteceu na década de
80, acompanhado de um grande crescimento na indústria
especializada, que possibilitou a profissionalização
de muitos atletas, criando um circuito mundial com
milhares de dólares em prêmios.
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