A invenção do
motor
Four-stroke pelo engenheiro Nikolaus
Otto em meados de 1870 marca o início de um
esporte que rapidamente conquistou o mundo. Ao final
de seus trabalhos, Otto juntamente com seu assistente
Gottlieb Daimler concluíram seus trabalhos
sobre esse motor que mudaria o curso de tudo, até
então implantado, em motocicletas.
Naquele mesmo ano de 1885,
outro alemão chamado Karl Benz construiu o
primeiro automóvel em linha. A partir daí,
com o domínio da técnica, os construtores
começaram a competir informalmente entre si
mais para quebra de recordes de velocidades ou distâncias.
Em 1904 é fundada a
Fédération Internationale de l`Automobile
(FIA), juntamente com a
Fédération
Internationale des Motorcycles Clubs (FIMC) que
posteriormente tornou-se a Federação
Internacional de Motociclismo (FIM). Desde então
as competições de automobilismo vêm
sendo realizadas regularmente e de todos os tipos,
sejam em circuitos de rua, fechados ou corridas
off-road,
sempre com o crivo da FIA.
No Brasil
A História do Automobilismo
no Brasil teve início curioso. O pioneiro da
aviação Alberto Santos-Dumont foi quem
trouxe o primeiro automóvel para seu país,
no ano de 1891. O detalhe é que esse automóvel
foi utilizado mais para experimentos com a mecânica
de motores do que para o próprio transporte;
experimentos esses que culminaram no 14-BIS.
As atividades automobilísticas
começaram em 1908 com o Conde Lesdain, um francês
já famoso por seus feitos com seu Brasier no
Marrocos e Argélia. O Conde fez a primeira
viagem Rio de Janeiro - São Paulo, um percurso
de 700 km entre picadas e estradas para carros de
boi com duração de 45 dias. O primeiro
brasileiro a percorrer um trajeto semelhante foi Antônio
Prado Jr., no dia 16 de abril de 1908. Sua equipe
de três pessoas levou 37 horas entre São
Paulo e Santos.
A primeira corrida oficial
aconteceu ainda no ano de 1908, no dia 26 de julho.
Estiveram presentes 10 mil pessoas no Circuito de
Itapecerica trajeto que ia do campo do Parque
Antártica até o centro da cidade de
Itapecerica da Serra, ida e volta equivalendo 75 km.
O vencedor foi o Conde Sylvio Álvares Penteado,
a bordo de seu Fiat. Até então, todos
os carros usados em corridas da época teriam
de ser importados da Europa ou Estados Unidos. Essa
hegemonia foi quebrada em 1931, quando Cássio
Muniz construiu o primeiro carro de corrida do Brasil,com
toda a mecânica nacional, ainda sim sendo obrigado
a importar o motor Chevrolet.
Esse feito marcou o automobilismo
brasileiro, causando uma febre nacional em relação
ao esporte, tanto que depois de muito pleitear junto
à
Fédération International
de l`Autimobile (FIA), aconteceu o I Grande Prêmio
Cidade do Rio de Janeiro no ano de 1933, no recente
Circuito da Gávea, um dos mais desafiadores
da época. Esse evento organizado pelo Automóvel
Clube do Brasil (entidade que controlou o Automobilismo
e inclusive as leis de trânsito no país)
teve vitória do brasileiro Manuel de Teffé,
pilotando um Alfa Romeo. Teffé foi um dos grandes
nomes do automobilismo na época, competindo
quase que em igualdade com os grandes nomes europeus
que vieram competir no Brasil.
Até aquele momento
todos os circuitos do Brasil eram organizados nas
ruas das grandes capitais ou nas primeiras rodovias.
No dia 12 de maio de 1940 foi inaugurado o primeiro
circuito fechado do país, o Autódromo
de Interlagos. Ainda com instalações
precárias (não havia lanchonetes ou
sanitários), o autódromo só foi
concluído no fim da década de 60.
Não se deve falar dos
primórdios do automobilismo brasileiro sem
falar de Chico Landi. Sua primeira corrida foi o II
GP Cidade do Rio de Janeiro, em 1934, e teve seu ápice
profissional entre 1948 e 1952, com as vitórias
no GP de Bari na Itália. Sua carreira na Europa
só não foi melhor por receber tratamento
inferior em relação aos colegas de equipe,
todos europeus. Landi foi o primeiro piloto do continente
americano a vencer uma prova na Europa e também
protagonizou a primeira vitória oficial de
uma escuderia cujo próprio dono pediu sua contratação,
a Ferrari; além de ser o primeiro piloto brasileiro
a pontuar na Fórmula 1.
Interlagos tornou-se o grande
centro automobilístico do Brasil quando em
1954 foi disputada a ultima corrida no Circuito da
gávea, então já obsoleto para
as velocidades que já se alcançava.
Criou-se então em 1956 uma prova que marcaria
a historia do nosso automobilismo: as Mil Milhas,
onde inúmeros pilotos foram revelados. Eram
201 voltas no antigo traçado. Como não
podiam ser importados modelos para correrem a prova,
todos os esforços voltaram-se para os veículos
nacionais. Mas com o alto índice de acidentes
provocados pela falta de segurança do autódromo,
este é fechado em 67 para reformas; nesse período,
uma jovem promessa era obrigada a tentar a vida na
Europa, Emerson Fittipaldi. A vantagem é que
logo foram inaugurados circuitos ao longo do país
como o de Curitiba, Fortaleza, Tarumã (RS)
e posteriormente Jacarepaguá (RJ), como resultado
surgem pilotos fora do eixo Rio São
Paulo.
O retorno de Interlagos se
dá com o fim da segunda reforma em 69 com algumas
provas de exibição de categorias européias
e em 71, com um GP extra oficial de Fórmula
1, que viria definitivamente no ano seguinte.
O Automobilismo Brasileiro
é então comandado pelos Stock Cars nas
décadas de 70 e principalmente 80, pois as
atenções e a paixão dos brasileiros
era acompanhar o desempenho dos pilotos brasileiros
nos grandes campeonatos europeus, principalmente a
Fórmula 1 que nos acostumou a vermos nossos
pilotos levarem o Brasil ao ponto mais alto do pódio
com o bicampeão Emerson Fittipaldi e os tricampeões
Nelson Piquet e Ayrton Senna.
Fontes de Referência
CBA
(Confederação Brasileira de Automobilismo)
FIA
(Fédération Internationale de l`Automobile)
História do Automobilismo Brasileiro, Reginaldo
Leme, Sextante Artes
The Illustraded Encyclopedia of Sports, Aurum Press
Fórmula
1
Fórmula
3
Stockcar
Truck
Brasil
Fórmula
Renault